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Medo de girar Pirouettes

 

Sabemos que a pirouette é o terror na vida de muitas bailarinas, e neste artigo estão as orientações para minimizar esse medo de girar pirouettes, como trabalhar com ele.

 

A realidade é que muitos bailarinos e bailarinas têm medo de girar pirouettes, principalmente quando o assunto é na ponta. Acontece que o problema de ter medo não é ele em si, e sim que ao ir para realizar o passo, seja qual for, já vamos com a crença limitante de que não vai dar certo, ou pior, já vamos com aquela sensação de precaução de "vou subir, mas não vou esticar tanto o joelho" e assim, a execução do passo já começa errada.

 

A primeira coisa a se fazer para trabalhar isso é ter certeza que você tem condições físicas e técnicas para executar o passo, ou seja, se é um passo desconhecido a ponto de pensar "nossa, como é q faz isso?". Em segundo lugar é necessário pensar no que você precisa para realizar esse passo, e no caso da pirouette: um relevé passé, bater cabeça, braços firmes, enfim. Desse modo, eu vou realmente avaliando tudo o que tem naquele passo para que eu consiga executá-lo. Se mesmo avaliando que tem condições físicas e técnicas para realizá-lo, sabe de todos os passos e ainda assim continua com medo, tudo bem, sem problemas. Mas pelo menos sabemos que a parte física e técnica dá condições para fazer a pirouette.

 

Normalmente quando temos medo de algo, ou é porque tenho realmente passamos por um trauma ou nos sentimos ameaçados diante daquilo. Então, às vezes, você foi realizar uma ou dupla pirouette na ponta e deu uma "escorregadinha", e essa escorregadinha, mesmo que não tenha caído e ficou tudo bem, mas que até deu uma sensação de frio na barriga, desperta um alerta no cérebro de que foi aquilo foi um risco e assim, toda vez que colocar quarta posição para se preparar para girar, sem você perceber, o seu cérebro vai lembrar daquele alerta de "RISCO!" e assim, ele vai falar "não faça, por favor, não faça". Você não vai perceber, mas essa mensagem ele vai mandar para a sua musculatura, e desse modo você vai subir o relevé passé, sem puxar tanto o joelho, sem esticar tanto a perna, sem colocar tanta potência, sem empurrar tanto o chão para girar, você vai com medo. Consequentemente você vai começar a ir um pouco mais insegura e o passo começa a não acontecer, e quanto menos o passo acontece, mais reforça para o cérebro que esse passo é um risco, e mais vai desencadeando que o medo prevaleça. Isso sem contar quando realmente caímos, que o medo também virá após a queda, e isso tudo sem percebermos.

 

 

Para evitar isso, primeiramente, caso você seja aluna, nunca vá embora de uma sala de aula com essa sensação de que você caiu, ou de que você deu uma escorregadinha, e caso seja professor(a), nunca deixe o seu aluno ir embora com essa sensação. Quando acontece de aluno cair em sala, levar uma escorregada, fica toda essa cadeia formada para ficar nesse ciclo vicioso do medo, e para isso não acontecer, você precisa simplesmente voltar e fazer de novo, na hora. Se cair muito rápido, e levantar muito rápido, o cérebro não vai ter tempo de assimilar o que aconteceu e detectar o passo como um risco. Mesmo que esteja numa sequência, tenha que esperar outra turma, etc., vá para o canto da sala e já tente fazer novamente. Se mesmo assim sentir medo e não conseguir fazer a pirouette, faça relevé passé e desça, várias vezes, depois meia pirouette, várias vezes, uma pirouette, dupla pirouette, isso enviará a mensagem para o seu querido cérebro de que está tudo bem e que dupla pirouette não é um risco.

 

Essa é a dica para que você realmente vença esse medo de pirouette, que com certeza aconteceu alguma coisa para que ficasse assim. Às vezes só de ver outra pessoa caindo, ficamos com esse trauma, pois o cérebro detecta como um perigo, e toda vez que ele detecta como um perigo, dará toda essa sensação de medo que podemos até tentar realizar o passo, mas não colocamos toda a potência que deveria, por conta da insegurança. Então, siga essas orientações para que o medo não te domine!

 

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