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Como conduzir a aula com alunas de níveis diferentes

 

No Ballet adulto é muito comum termos alunos de vários níveis dentro da sala de aula e como é possível lidar com isso? Primeiramente, como professor, é necessário entender o porquê acontece de termos uma bailarina adulta que faz Ballet há 1 ano e outra que começou hoje dentro da mesma sala. 

 

Normalmente é em janeiro que as mães procuram escolas para matricular seus filhos, tanto escola de ensino regular, quanto escola de futebol, Ballet, etc, porque acaba as férias da criançada, as mães já estão de cabelo em pé, então distribuem os filhos nos mais diversos cursos e atividades, e é por esse motivo que no Ballet as crianças começam as aulas todas juntas e é muito difícil entrar alguma no meio do ano. Porém, no Ballet adulto não funciona da mesma maneira, pois a mãe colocou a criança na escola, esperou o tempo de adaptação, precisou tomar coragem, avaliou, esperou caber no orçamento e assim, quando chega em meados de abril ela pensa "ah acho que agora está na hora" e vai procurar a escola. Por sua vez, a escola que possui uma turma que não está completa, coloca mais um aluno ali e é aí que o professor entra naquela dúvida "ensino o tendu ou dou atenção para a pirouette que estava começando a trabalhar?"

 

Bom, existem vários pontos e precisamos tentar enxergar um todo, porque como professor é você quem faz o meio de campo com o aluno que está querendo começar, pois você jamais virará as costas para ele, que venceu tanta coisa para estar ali na sua sala e com a administração da escola que colocou aquele aluno ali, pois precisa pagar contas, portanto você está no meio de campo e precisa jogar a bola. Para fazer isso, caso você já tenha entendido o primeiro ponto apresentado, já fica mais fácil. Você receberá o aluno de braços abertos e comemorar com a escola por ter entrado mais um e vai se virar nessa aula.

 

 

A primeira coisa que você deve fazer é explicar para esse aluno que deixará ele sambar na aula por uns 15 dias, porque você não pode querer que ele aprenda tudo até chegar na pirouette em um dia para alcançar quem está ali há um ano. Caso você queira fazer isso, irá encher ele de correções que ele vai olhar para si mesmo, pensará "eu não sei fazer nada, Ballet não é pra mim" e irá embora. Então lotar o aluno de correções para que ele acelere o processo de aprendizagem não é o caminho, mas explicar que ele pode ficar à vontade, que se sentirá meio perdido por uns 15 dias, que você não irá pegar muito no pé dele para ele sentir como é e só depois disso irá pegar no pé, é uma ótima alternativa. Dessa forma você pedirá para ele ir copiando, explica apenas um tendu, não explica o jeté, explica o plié, mas não explica o rond jambé, e assim por diante, no outro dia explica as coisas que você não explicou na aula anterior, ou seja, intercale as explicações para não segurar a aula, mas também não deixar o aluno sem saber o que ele está fazendo ali no meio. 

 

Uma outra coisa importantíssima é colocar esse aluno no meio de pessoas que estão há um ano, pois será um espelho para poder copiar e quando virar a barra terá uma pessoa do outro lado que também já sabe os passos. Isso sim acelerará o processo de aprendizagem desse aluno. Além disso, você não estará pegando no pé dele nos primeiros 15 dias, corrigindo um erro mais grosseiro, intercalando o ensino dos passos dando ênfase nos mais básicos para ir subindo e o aluno subindo junto. 

 

É muita coisa para falar sobre esse assunto neste artigo, mas essa é só uma pincelada sobre como lidar com a diferença de níveis, pois é realmente difícil, porém quando temos a clareza de que não vivemos em um mundo perfeito, que alunos vão entrar e sair a todo momento da nossa turma e passamos a olhar para isso com um pouco mais de graça, fica mais fácil e passamos a nos divertir um pouco mais sabendo que a nossa aula sempre vai ser diferente e que sempre teremos que criar coisas novas, e isso que é ser professor de verdade, saber lidar com todas essas situações extremas, saber "sambar" nas aulas.

 

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