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Professor: Qual a hora certa para a ponta?

"Como avaliar se um aluno está pronto para as pontas?" é uma pergunta recorrente e é um assunto que deixa os alunos muito ansiosos para saber se já está preparado ou não, isso porque a grande maioria das pessoas entra para o Ballet, pois tem um grande sonho de dançar nas pontas. Como professor, sabemos que as coisas não são tão simples assim, sabemos que fazer aula de ponta é difícil, porque acaba exigindo demais da musculatura, da estrutura física e mental da bailarina, afinal, muitas bailarinas acabam desistindo do Ballet depois que começam a fazer essas aulas. Sendo assim, sabemos que temos que lidar com muitas situações que os alunos nem imaginam e além de tudo isso, precisamos virar para o aluno e dar a notícia tão esperada de "vamos, você está pronto para as pontas" ou "não, ainda não é possível". Portanto, neste artigo você lerá sobre três aspectos importantes no momento da avaliação para poder falar para o aluno se ele está apto ou não para as aulas de ponta.

 

A primeira coisa fundamental é a questão do quanto a bailarina tem o domínio da técnica, pois não adianta nada a aluna começar a aula hoje e você já querer que ela comece a fazer aulas de ponta amanhã, se ela nem sabe o que é um relevé sous sus.

 

Se o aluno não consegue fazer uma pirouette na meia ponta, imagine na ponta, pois de qualquer maneira quando ele chegar na ponta, terá que reaprender o eixo, a força, terá que criar musculatura para conseguir fazer aquilo, enfim. Sendo assim, temos a consciência de que a aula na meia ponta seja em um nível e a aula na ponta seja em um nível mais baixo, e por isso não faz sentido pegar uma turma que já tem um nível baixo e colocar para fazer aula de ponta, pois ela já não tem mais nível para descer. Portanto, tem coisa que não vale a pena e se faz necessário esperar o aluno ter um conhecimento técnico de conseguir fazer determinados passos para que ele tenha condição de conseguir fazer outros determinados passos na ponta. Por exemplo, se na meia ponta ele consegue fazer uma pirouette, é provável que na ponta ele consiga fazer um relevé passé, se na meia ponta ele consegue fazer dupla pirouette, é provável que na ponta ele consiga fazer uma pirouette e assim por diante, ou seja, se você pegar um aluno que não sabe fazer nem uma pirouette na meia ponta, na ponta ele não irá fazer nada, e assim só irá gerar frustração nesse aluno e ele vai acabar desistindo do Ballet. Preste atenção nisso e faça a avaliação exatamente dessa maneira.

 

 

A segunda coisa que se deve levar muito em consideração é a estrutura física desse aluno, e aí entram dois pontos: o primeiro é o alongamento que ele tem em região de tornozelo, e vale lembrar que isso não tem nada a ver com colo de pé, pois o que realmente influencia na ponta é a angulação do tornozelo. Quanto mais o ângulo do tornozelo for reto, mais fácil de subir na ponta será, porém quando o aluno está na meia ponta baixa e forma um V na angulação, no momento que colocar a ponta ele não terá condição de subir. Por isso é muito importante observar esse ângulo no momento em que o aluno estica os pés ou sobe na meia ponta durante a aula, pois se ele tiver uma meia ponta baixa, significa que aquela pessoa não consiga sustentar o peso dela para deixar o ângulo reto e talvez sentada ela consiga, e aí entra o outro ponto: quando em pé, fazendo o relvé sous sus ela não consegue deixar esse ângulo retinho, significa que ela não tem força para chegar na meia ponta alta, então precisa de exercícios, pois se ela não tem essa força para sustentar essa meia ponta, imagine a ponta.

 

São esses três pontos que devem ser avaliados, primeiramente na aula sem expor para o aluno que está passando pela sua cabeça a possibilidade de ele fazer aulas de ponta, pois se ele não for aprovado no quesito físico e técnico, causará uma frustração nele. Depois de chegar a sua conclusão, se achar que ele tem condições, só precisará testar o grau de força de verdade e para isso existem vários testes, o que ajudará o aluno a escolher a ponta ideal para ele.

 

Que você e seus alunos, depois desse artigo, realmente tenham sucesso, que você procure sempre por mais conhecimento para fazer uma boa indicação para seus alunos que começarão a fazer aulas de ponta e para que isso não seja motivo de frustração ao ponto de levá-lo a desistir do Ballet e muito menos para causar lesões, por ele ter começado no momento errado.

 

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