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Esteja disponível para coreografia

 

Neste artigo será discutido sobre nós, como bailarinas e bailarinos, estarmos disponíveis para coreografia, porque é muito comum estarmos fazendo aula e sermos convidadas a participar de um espetáculo, participar de uma competição, enfim, entrar em uma coreografia já pronta ou que ainda vai ser construída para o grupo o qual faremos parte. Sendo assim, também é muito comum não estarmos disponíveis para a coreografia, não no sentido de disponibilidade de ensaio, aula ou tempo e sim no sentido de corpo e principalmente de alma.

 

É muito comum encontrarmos bailarinas que escolhem a coreografia que querem dançar, por não gostarem da coreografia, por exemplo. É claro que você tem livre arbítrio, ou seja, o direito de escolher e se você realmente não quer, não quer e ponto final. Porém, se você não está disponível para a proposta que está sendo colocada, você tem grande chance de perder uma super oportunidade!

 

Nenhum trabalho coreográfico está pronto antes de ir para o palco, no entanto, muitas vezes até saímos do palco e ainda passamos por adaptações até que o trabalho seja amadurecido e realmente esteja aquela coreografia que você olha e fala “está pronta!”. Essa situação é igual obra, a qual começamos e ela nunca está pronta, sempre tem algo a fazer e coreografia funciona da mesma maneira, sempre teremos algo para ajustar.

 

Dessa forma, quando você for convidado para participar de uma coreografia, realmente rasgue o peito e dizer que está disponível e que vai fazer o que for pedido, porque isso dará condições para quem está coreografando, de realmente conseguir trabalhar contigo! Bons bailarinos que são aqueles que os professores querem, não são os que fazem cinco pirouettes, que fazem uma mega abertura e tem a perna na orelha, não são necessariamente esses, mas sim os que estão disponíveis para o que está sendo proposto. Então, se você se coloca indisponível para o seu professor uma vez, ele vai olhar para você com outros olhos na hora de te convidar de novo para uma coreografia. Na cabeça dele, no momento que estiver montando mentalmente, ele pode pensar “a fulana pode fazer isso... Mas pode ser que ela não dance”, por isso, tome cuidado com essa questão.

 

Outro fator a ser colocado é que quando nos colocamos disponíveis para dançar uma coreografia significa que estamos disponíveis para dançar com qualquer pessoa que seja, e quando começamos com “ah, mas eu não me dou muito bem com essa bailarina... Não quero muito dançar com ela” ou “será que nesse duo não pode ser eu e outra pessoa?”, enfim, começamos a colocar os problemas pessoais dentro do trabalho coreográfico, o que pode trazer muitos problemas! Portanto, não faça isso com você e com quem está coreografando, simplesmente esteja disponível, entre na coreografia, esteja para o que der e vier.

 

 

A segunda dica sobre estar disponível para coreografia é a questão de torcer o nariz para o figurino. Infelizmente é muito comum nos depararmos com bailarinos e bailarinas que não gostam do figurino, mas entenda que: alguma pessoa idealizou esse figurino e provavelmente foi o coreógrafo, se não foram eles, foi a direção do espetáculo em conjunto com o coreógrafo. O figurino faz parte da coreografia, ele não vem para valorizar o seu corpo ou para deixar você mais bonita no palco, ele simplesmente vem para um personagem e se a coreografia precisa trazer uma sensação de ranço e você quer incomodar a plateia com algum assunto que você vai tratar por exemplo, não dá para ser um figurino bonitinho. Isso faz parte de ser bailarina.

 

Nesse assunto é legal nos compararmos com atores, pois quando um ator recebe um convite para fazer uma novela ou uma peça de teatro, recebe para fazer o papel X, assim como você recebe o convite para dançar a coreografia X, e suponha que ele peça a lista de figurinos e diga que é para verificar se vai querer usar ou não... Não cabe a um ator fazer isso, assim como não cabe a um bailarino ter uma atitude dessa. Pense sobre isso, esteja disponível de verdade.

 

A terceira dica sobre estar disponível para coreografia é: esteja disponível também para o release dela, que é a história que a coreografia conta. Então, suponha que você vá dançar um Ballet que conte a história de um jardim encantado do paraíso da fulaninha e você vai dançar de flores, por exemplo. Sendo assim, o release é: dentro do espetáculo você é o jardim encantado e representa o momento em que a mocinha do Ballet passa e vê as borboletas, os passarinhos, etc. Pronto, tem uma história, mas que expressão você deve fazer para parecer um jardim encantado? Para chegar a uma conclusão você deve perguntar ao coreógrafo se ele quer sorrindo, se quer uma flor murcha, enfim, discuta sobre isso para brincar em cima desse tema.

 

Ainda nesse quesito há algo por trás da história, que é a essência do release em si. Como é o momento em que esse personagem passa pelo jardim? Pode ser um momento em que está tendo uma tempestade e as flores estão mega agitadas, ou seja, existe uma sensação nesse release, e é essa sensação, que quando estamos disponíveis para a coreografia, nós absorvemos e transparecemos no nosso olhar, nos gestos, na nossa expressão facial, enfim. Por isso, estar disponível para coreografia em questão de release não é simplesmente entender a história, a ideia da coreografia, mas sim realmente sentirmos qual é a emoção que aquela história ou ideia passa. Para isso, você deve buscar suas experiências passadas, o que significa que quanto mais adulta, mais velha de idade você for, mais coisas você passou e consequentemente mais situações você tem para entregar essa questão da sensação.

 

Então, estar disponível para coreografia, além das primeiras coisas que foram citadas, é pegar a história da coreografia, entender qual é o sentimento que ela gera, buscar na nossa história um momento em que passamos por esse tipo de sentimento, associar as duas coisas e dar a intenção que o personagem precisa. Isso é estar disponível para coreografia! Simplesmente ir lá e treinar os 32 fouettés que têm na coreografia não é nada, pois isso qualquer bailarina faz, mas uma bailarina de verdade vivencia a coreografia, na pele mesmo, e saiba que quanto mais maturidade nós temos, melhor a gente faz!

 

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