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Mercado de Trabalho na Dança - Parte 1 - Quais as possibilidades?

 

 

O que fazer quando sua filha ou filho deseja seguir carreira na dança? Como é este mercado de trabalho?

 

É muito comum a criança se apaixonar pela Dança e desejar seguir carreira. Mais comum ainda é a aflição do país em não saber como lidar com a situação, muitas vezes procurando informações encontram uma realidade desgostosa ou fantasiosa o que aumenta ainda mais a angústia dos país e até mesmo bailarinas(os) adolescentes.

 

Vou dar aqui uma visão panorâmica e superficial sobre a realidade do Mercado de Trabalho na Dança atualmente. Mas vou me dar a liberdade de dar também a minha opinião pessoal.

 

Quando uma criança começa a fazer dança, normalmente é por hobby ou solicitação médica para correção de postura ou obesidade. Poucos são os casos de país que colocam os filhos ou filhas na dança com o desejo de que eles sigam carreira neste mercado.

 

Contudo, a criança que apresenta qualidade físicas, facilidades técnicas e alma artística rapidamente se destacam chamando a atenção dos professores, que por sua vez, tem o dever ético de comunicar aos país que ali existe um talento incomum. Ao receber esta notícia a primeira reação dos pais é um largo sorriso ao elogio de suas crias, mas que com o avançar da conversa este sorriso começa a se fechar dando lugar a um semblante preocupado e atento a tudo o que o(a) professor(a) esteja dizendo.

 

Vamos entender melhor o que se passa neste momento decisivo. Primeiramente temos uma criança talentosa com grande potencial para se tornar uma grande bailarina ou um grande bailarino, ou seja, neste exato momento começa a decisão dos pais em investir ou não na carreira profissional de seus filhos.

 

Não é, realmente, uma decisão fácil. Muitas vezes implica em horas a mais de dedicação física e mental desta criança. alem do esforço extra dos pais quanto as finanças que normalmente aumentam. Isto sem contar a logística do famoso leva e busca do pais, dedicação com uma alimentação bem equilibrada e gastos extras com audições, competições, figurinos, etc.

 

Além de toda esta mudança imediata em investir em uma criança talentosa, a incerteza quanto ao futuro profissional também tira o sono. Afinal, qual futuro é este? Como é o Mercado de Trabalho na Dança? O que esperar? Quais as possibilidades?

 

O Mercado de Trabalho na Dança não é tão limitado como muitas pessoas imaginam, pelo contrário, eu diria que é mais amplo do que a Medicina, por exemplo, afinal, um médico poderá trabalhar em pesquisas ou clinicando, seja em consultório, hospitais, domiciliar ou ainda em times esportivos. Uma pessoa que decide seguir carreira em Dança tem mais opções, ela pode escolher trabalhar dançando, dando aulas, coreografando, sendo empreendedora em sua própria escola, dirigindo espetáculos e companhias, dedicar-se a pesquisas e aulas teórico-praticas na formação de outros profissionais, ou ainda algumas profissões diferenciadas como fotografias, produção e edição de vídeos, Marketing, etc :

 

* Bailarina Profissional em uma Companhia Nacional ou Internacional: Neste caso ela dedicará parte da vida em aulas, ensaios e apresentações. A vida profissional de uma bailarina costuma acontecer dos 18 aos 30 anos (no máximo), após este período são raros os casos de renovação de contrato, obrigando a Bailarina seguir outros caminhos no mercado da Dança;

 

* Bailarina Profissional em Cruzeiros, Shows ou programas de TV: A dedicação é bem similar a bailarina de Companhia, contudo os estilos de dança mudam um pouco de acordo com cada projeto, obrigando a bailarina ser um pouco mais eclética, ou seja, dançando muito bem vários estilos de dança. A vida profissional nesta área também costuma acontecer do 18 aos 30 anos;

 

* Professora de Dança: Existem professores que sempre sonharam em ser professores, mas não é tão comum. Normalmente os professores de dança são pessoas que Dançaram muito tempo profissionalmente e depois de um tempo decidiram compartilhar o seu conhecimento, mudando a sua rota profissional. A vida profissional de um professor de dança pode se desenvolver dentro de uma escola/academia de dança ou ginástica, ou ainda em escolas de ensino infantil e fundamental (principalmente agora com o incentivo do governo em criar uma lei para que exista dança como curso extra-curricular nas escolas públicas). Costuma começar aos 25 anos e segue sem limite de idade, já fiz aulas com professores excelentes com mais de 80 anos de idade. Contudo alguns professores começam bem cedo, aos 16 ou 18 anos associando a vida de Bailarina(o) com a carreira de professor como uma forma de complementar a renda;

 

* Coreógrafos (as): Existem pessoas que seguem para a área de construção coreográfica, ou seja, criam coreografias para outras pessoas dançarem. É muito comum um professor também ser coreógrafo, pela facilidade de conhecer os bailarinos com que trabalha diariamente, mas para evitar a mesmice de movimentos e idéias coreográficas, a grande maioria das companhias costumam contratar coreógrafos externos para desenvolver um ou outro determinado trabalho. A vida profissional de um coreógrafo pode ser iniciada aos 18 anos, contudo, os anos de experiência e estudo nesta arte totalmente paralela é que fará com que estes profissionais se diferenciem no mercado;

 

* Empreendedores: Algumas bailarinas dizem desejar ter a sua própria escola de dança, mas acredito que isto seja influencia da admiração que desenvolveram por suas professoras. A verdade é que empreender no Brasil não é fácil, temos uma carga tributária altíssima, e quando pensamos em empreender com Dança no Brasil torna-se mais inviável ainda para ser o sonho de "quando eu crescer eu quero ser". Contudo existe sim este mercado, normalmente as pessoas optam por ela quando desejam desenvolver um trabalho de dança em uma região que não existe outro lugar, ou - como no meu caso - desejam desenvolver um trabalho diferente do que o que já existe. A vida profissional de um empreendedor em escola/academia de dança não tem idade, mas a experiência profissional como professor e bailarino contará muito na hora de abrir as portas;

 

* Diretor Artístico: Normalmente este papel é desenvolvido por coreógrafos que se se destacaram no mercado de coreografias, assim são profissionais experientes com visão futurística. Normalmente iniciam nesta profissão apos os 25 anos ou até mais. Tem uma função fundamental em um espetáculo, é o profissional que "monta o quebra cabeça", responsável por todos os ajustes, desde figurinos e cenários, até a ordem coreográfica e como toda a história será desenvolvida;

 

* Pesquisadores em Dança: Existem pessoas que optam em fazer uma faculdade de dança e acabam por se apaixonarem pelo universo da pesquisa, tornam-se funcionários públicos ou pesquisadores que recebem incentivos financeiros do governo para desenvolver seu Mestrado, Doutorado e até Pós-Doutorado em uma determinada área da Dança. Após concluírem suas teses, costumam continuar na área acadêmica, desenvolvendo aulas, pesquisas e coordenação de cursos de Graduação e Pós Graduação em Dança.

 

* Profissões Diferenciadas:  Considero profissões diferenciadas na Dança as pessoas que utilizam mais de uma formação para a sua carreira profissional no mercado da Dança, como por exemplo: Fotografo em Dança, Produtor e editor de Vídeos em Dança, Marketing em Dança e muitas outras opções que estão surgindo. A grande vantagem de se tornar profissional diferenciado nestes segmentos é que por se tratar de um mercado novo, a relação oferta x procura, tem favorecido extremamente estes profissionais. O que poderia ser visto como desvantagem seria a dedicação em duas formações, o que eu particularmente considero uma absoluta vantagem, mas isto é assunto para um outro dia...

 

 

Espero ter dado uma visão geral para os pais, e até mesmos para os bailarinos e bailarinas que tem pensado no Mercado de Trabalho da Dança para fazer carreira, não é um mercado fácil, mas é um mercado de inúmeras possibilidades.

 

Se puder contextualizar, eu diria que é bom mercado, não para quem deseja enriquecer, mas para quem deseja nunca trabalhar na vida. Sim é esta a sensação que eu tenho.... não trabalho, me divirto!

 

Um grande abraço

de quem ama o que faz

Mari - Ballet OnLine

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